CULTIVANDO SONHOS

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Às vezes lamento ser sentimental e em tudo ver além do que os outros vêem. E sentir intensamente cada emoção e vibrar a cada canto, seja ele doce como o néctar das flores ou amargo como o fel das dores dessa vida... Como o tinir de taças de cristal, brindo o sentimento e em devaneios tantos minha alma viaja, transcendente, percorrendo mundos, atravessando mares, ou livremente, pondo-se a voar. Entre o imaginário e a realidade, interpõe-se minha poesia, que suga o néctar e expele o fel. Às vezes lamento esse meu jeito infante de acreditar em fadas, magos e duendes e, com eles, de mãos dadas pelos bosques,penetrar num universo de magia... ... E a poesia – esse estado de enlevo – toma a forma das minhas fantasias num romantismo real de alguém que sonha. Secretamente, em meu jardim de encantos, onde a terra é fértil, é fecunda, desdobram-se e viçam as flores que eu planto, na plenitude de todo amor que vivo. E, se algum dia, alguém nele penetrar há de notar que em cada canto existem pedaços de cada sonho que cultivo... (Leuri Lyra)

terça-feira, 26 de outubro de 2010



E EU NÃO SABIA QUANTO...
 
Você ainda existia...
numa canção de amor
no vento que batia no meu rosto
nos passos que caminhei pela madrugada!
 
Você ainda existia...
no marulho das ondas
no azul claro de um céu que começava a surgir
nos frutos que eu recolhia ao longo da estrada!
 
Você ainda existia
em cada gesto meu, na minha voz
numa esperança doida que eu não mais sentia
na velha casa que eu julgava abandonada...
 
Você existia
mais vivo que a vida
mais vivo que eu pensava
que pudesse estar!
 
Você ainda existia
(e eu não sabia quanto!)
dentro de mim
no meu pensamento
no meu olhar...
 
E quando descobri a realidade
o meu  coração – a velha casa abandonada –
se encheu de flores
se encheu de amores
louco pra se dar...
 
 
Então sua presença transbordou de vida
a minha alma que era quase nada
que era só saudade
sem o seu olhar...

  

(Leuri Lyra)


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