CULTIVANDO SONHOS

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Às vezes lamento ser sentimental e em tudo ver além do que os outros vêem. E sentir intensamente cada emoção e vibrar a cada canto, seja ele doce como o néctar das flores ou amargo como o fel das dores dessa vida... Como o tinir de taças de cristal, brindo o sentimento e em devaneios tantos minha alma viaja, transcendente, percorrendo mundos, atravessando mares, ou livremente, pondo-se a voar. Entre o imaginário e a realidade, interpõe-se minha poesia, que suga o néctar e expele o fel. Às vezes lamento esse meu jeito infante de acreditar em fadas, magos e duendes e, com eles, de mãos dadas pelos bosques,penetrar num universo de magia... ... E a poesia – esse estado de enlevo – toma a forma das minhas fantasias num romantismo real de alguém que sonha. Secretamente, em meu jardim de encantos, onde a terra é fértil, é fecunda, desdobram-se e viçam as flores que eu planto, na plenitude de todo amor que vivo. E, se algum dia, alguém nele penetrar há de notar que em cada canto existem pedaços de cada sonho que cultivo... (Leuri Lyra)

terça-feira, 19 de outubro de 2010


FÊNIX


Estava eu quieta no meu canto
Não havia encanto ou desencanto...
Nada havia...
E eu ia vivendo assim,
esquecida de mim...
Até que um dia
você me retomou
despertando meu lado adormecido
e esquecido...
Então me entreguei a este amor antigo
conhecido... amigo...
Vi-me desnuda no sentimento
que me apossa inteira
e te despi também inteiramente,
como jamais antes havia te despido...

O espelho refletiu no teto a paixão
como fênix, renascida,
e o desejo pintou de luz coral
a nossa vida! 

(Leuri Lyra)








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