CULTIVANDO SONHOS

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Às vezes lamento ser sentimental e em tudo ver além do que os outros vêem. E sentir intensamente cada emoção e vibrar a cada canto, seja ele doce como o néctar das flores ou amargo como o fel das dores dessa vida... Como o tinir de taças de cristal, brindo o sentimento e em devaneios tantos minha alma viaja, transcendente, percorrendo mundos, atravessando mares, ou livremente, pondo-se a voar. Entre o imaginário e a realidade, interpõe-se minha poesia, que suga o néctar e expele o fel. Às vezes lamento esse meu jeito infante de acreditar em fadas, magos e duendes e, com eles, de mãos dadas pelos bosques,penetrar num universo de magia... ... E a poesia – esse estado de enlevo – toma a forma das minhas fantasias num romantismo real de alguém que sonha. Secretamente, em meu jardim de encantos, onde a terra é fértil, é fecunda, desdobram-se e viçam as flores que eu planto, na plenitude de todo amor que vivo. E, se algum dia, alguém nele penetrar há de notar que em cada canto existem pedaços de cada sonho que cultivo... (Leuri Lyra)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010



APESAR DOS PESARES...
 

     Apesar dos pesares, sou otimista.

     Tudo leva a crer que “não tem mais jeito”, que “as coisas só tendem a piorar”... Tudo leva a crer... Mas eu NÃO CREIO!
     Se nos reportarmos a uma época remota, minha certeza se tornará mais real.       
     Vejamos: hoje em dia somos comida de leões? Não, não me refiro ao felino do Imposto de Renda, não! Esse, não só nos devora vivos, como, antes, suga por completo o nosso sangue. Refiro-me àqueles que eram soltos nas arenas romanas, famintos, e que, como excelentes degustadores, não deixavam sequer um ossinho inteiro.  A turma, a delirante platéia, exultava vendo a cena de horror. E não me venham dizer que os antigos romanos eram ecológicos e que faziam essa prática assassina porque adoravam os leões (vocês realmente acreditam nessa hipótese?!).       
     Não restam dúvidas que, em alguns casos, as reações até se assemelham (será um fator genético ou resquícios de vidas passadas?) quando torturam para depois matar e não utilizam – o que é pior – os reis da selva. Fazem-no eles próprios, sorrindo, sem piedade e por motivos banais. Nisso, também se assemelham, pois, na Roma antiga, o motivo também era sem motivo.       
     Reportando um pouco mais à frente: quem, hoje em dia, morre na fogueira por ter despertos os seus dons páranormais?       
     Bem, aqui vai uma ressalva. Hoje em dia os “bruxinhos” não morrem na fogueira, mas estão jurados, pelos que ainda não compreendem certas leis divinas, a “arderem no mármore do inferno” (é... o que dá quase no mesmo...)     
     Em compensação, existem os movimentos ecumênicos.       
     Viram? Já é uma evolução! O ser humano já está começando a entender que ninguém é dono da verdade, embora cada um tenha a sua!
       
     Há um tempo atrás ouvi uma versão do “Atirei o Pau no Gato”, aquela musiquinha psicopata que aprendemos a cantar na nossa infância e que estimulava o lado mau dos meninos e meninas. E o que ouvi fez essa certeza da melhora crescer dentro de mim. 
       
     A versão antiga vocês conhecem, não é mesmo?


Agora, eis a nova versão:
       
     “Não atire o pau no gato
       Porque isso não se faz
       O gatinho é nosso amigo
       Não maltrate, não maltrate os animais”
        
 
     A consciência das crianças que estão vindo ao mundo nos últimos anos está sendo lapidada. É lógico que toda regra tem exceção, mas as exceções hão de se tornar cada vez mais raras e (não é minha intenção profetizar...), nos tempos que estão chegando, todos terão uma outra forma de sentir, de ver e de viver a vida.     
     Estas crianças de hoje, que não mais aprendem a “atirar o pau no gato”, serão os homens de amanhã que irão respeitar a natureza e qualquer ser vivo.
       
     ISTO, SIM, É EVOLUÇÃO, INDEPENDENTE DE TODO AVANÇO TECNOLÓGICO!
       
     Por isso, quando escuto alguém dizendo que “daqui pra pior”, não creio nessa afirmação pessimista.      
     Creio no amanhã, sim, nesse amanhã das crianças de hoje que não só ouvirão falar em amor, mas que o viverão em toda sua plenitude!


(Leuri Lyra)
 

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