Às vezes lamento ser sentimental
e em tudo ver além do que os outros vêem.
E sentir intensamente cada emoção
e vibrar a cada canto, seja ele doce como o néctar das flores
ou amargo como o fel das dores
dessa vida...
Como o tinir de taças de cristal,
brindo o sentimento e em devaneios tantos minha alma viaja, transcendente, percorrendo mundos, atravessando mares,
ou livremente, pondo-se a voar.
Entre o imaginário e a realidade,
interpõe-se minha poesia, que suga o néctar e expele o fel.
Às vezes lamento esse meu jeito infante de acreditar em fadas, magos e duendes e, com eles, de mãos dadas pelos bosques,penetrar num universo de magia...
... E a poesia – esse estado de enlevo – toma a forma das minhas fantasias num romantismo real de alguém que sonha.
Secretamente, em meu jardim de encantos, onde a terra é fértil, é fecunda, desdobram-se e viçam as flores que eu planto, na plenitude de todo amor que vivo.
E, se algum dia, alguém nele penetrar há de notar que em cada canto existem pedaços de cada sonho que cultivo...
(Leuri Lyra)
Nenhum comentário:
Postar um comentário