CULTIVANDO SONHOS

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Às vezes lamento ser sentimental e em tudo ver além do que os outros vêem. E sentir intensamente cada emoção e vibrar a cada canto, seja ele doce como o néctar das flores ou amargo como o fel das dores dessa vida... Como o tinir de taças de cristal, brindo o sentimento e em devaneios tantos minha alma viaja, transcendente, percorrendo mundos, atravessando mares, ou livremente, pondo-se a voar. Entre o imaginário e a realidade, interpõe-se minha poesia, que suga o néctar e expele o fel. Às vezes lamento esse meu jeito infante de acreditar em fadas, magos e duendes e, com eles, de mãos dadas pelos bosques,penetrar num universo de magia... ... E a poesia – esse estado de enlevo – toma a forma das minhas fantasias num romantismo real de alguém que sonha. Secretamente, em meu jardim de encantos, onde a terra é fértil, é fecunda, desdobram-se e viçam as flores que eu planto, na plenitude de todo amor que vivo. E, se algum dia, alguém nele penetrar há de notar que em cada canto existem pedaços de cada sonho que cultivo... (Leuri Lyra)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tanta coisa a ser feita
No campo, na serra
Na terra, no mar...

Tanto encanto a ser visto
Tantos horizontes
Pra gente explorar...

Tanta estrela no céu
Pra gente escolher
Pra gente apanhar

Pois
Mesmo que o espaço se nuble
Por trás de uma nuvem
Uma fica a brilhar...

Tanta coisa a ser dita
Pros outros e pra gente
Aprender e ensinar

Que tanto tempo perdido
É perda da vida
É a morte do “dar”!

Tantos olhos sem ver
Tanto canto sem voz
Tanta voz sem cantar

Que era mister que um dia
Os olhos se abrissem
E pudessem olhar!

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Tanta beleza há na vida
Que dá até pena
Não se aproveitar...

Vamos além do possível
Ensinando e aprendendo
A viver e a amar!

(Leuri Lyra)


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