CULTIVANDO SONHOS

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Às vezes lamento ser sentimental e em tudo ver além do que os outros vêem. E sentir intensamente cada emoção e vibrar a cada canto, seja ele doce como o néctar das flores ou amargo como o fel das dores dessa vida... Como o tinir de taças de cristal, brindo o sentimento e em devaneios tantos minha alma viaja, transcendente, percorrendo mundos, atravessando mares, ou livremente, pondo-se a voar. Entre o imaginário e a realidade, interpõe-se minha poesia, que suga o néctar e expele o fel. Às vezes lamento esse meu jeito infante de acreditar em fadas, magos e duendes e, com eles, de mãos dadas pelos bosques,penetrar num universo de magia... ... E a poesia – esse estado de enlevo – toma a forma das minhas fantasias num romantismo real de alguém que sonha. Secretamente, em meu jardim de encantos, onde a terra é fértil, é fecunda, desdobram-se e viçam as flores que eu planto, na plenitude de todo amor que vivo. E, se algum dia, alguém nele penetrar há de notar que em cada canto existem pedaços de cada sonho que cultivo... (Leuri Lyra)

domingo, 19 de setembro de 2010

O Poeta de Minha Infância

J.G.de Araújo Jorge (nome completo: José Guilherme de Araújo Jorge), nasceu no Estado do Acre, em Vila de Tarauacá, aos 20 de maio de 1914 e, desde pequeno, fazia poesias. Foi para Portugal, onde estudou em Coimbra, e depois para Alemanha, onde fez o curso de Extensão Cultural na Universidade de Berlim. Escritor, locutor, redator, professor de História e Literatura, lider estudantil e político (atuou na política como deputado federal de 1970 a 1978), foi o poeta de minha infância. Com ele aprendi a viver poesia e era incontável o número de poemas que eu escrevia nos cadernos e nos diários românticos da minha infância e pré-adolescência. A ele agradeço esse meu jeito infante de acreditar em magos e duendes, a ele agradeço minha capacidade de sonhar. Obrigada, Poeta da Minha Infância!

Quando chegares...


Não sei se voltarás
sei que te espero.

Chegues quando chegares,
ainda estarei de pé, mesmo sem dia,
mesmo que seja noite, ainda estarei de pé.

A gente sempre fica acordado
nessa agonia,
à espera de um amor que acabou sendo fé...


Chegues quando chegares,
se houver tempo, colheremos ainda frutos, como ontem,
a sós;
se for tarde demais, nos deitaremos à sombra e
perguntaremos por nós...

( Poesia de J.G. de Araujo Jorge - extraído do livro
"De mãos dadas"- 2ª edição, 1966 )



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